Segundo Rommel Fernandes, diretor do Colégio Bernoulli de Belo Horizonte, a boa colocação é resultado de "muito trabalho". A instituição obteve média de 722,15 pontos, "por meio de uma associação entre alunos esforçados, professores altamente qualificados e material didático de qualidade". "A equipe também consegue falar a linguagem dos alunos, mais descontraída. E priorizamos o raciocínio, em vez de ‘decoreba’. O Enem é um exame moderno e leva em consideração essa capacidade de raciocínio."
Pelo sétimo ano consecutivo, a escola ocupa lugar de destaque no ranking mineiro. Para comemorar, promoverá um churrasco para os estudantes que fizeram as provas em 2012.
Apesar de questionar a ausência de algumas instituições tradicionais de Belo Horizonte na lista, o diretor do Colégio Magnum Agostiniano (oitavo na lista, com média de 694,67 pontos), também festejou o resultado do colégio que, de acordo com ele, dá prioridade ao desenvolvimento de "habilidades e competências", como previsto no Enem. "Damos ênfase também no conteúdo", salientou. E aproveitou para elogiar o exame por incentivar a "resolução de problemas com foco social".
Pré-vestibular
Já André Ricardo de Castro, coordenador pedagógico do Colégio Elite Vale do Aço, em Ipatinga, a 150 quilômetros de Belo Horizonte, a boa classificação da escola dá "tranquilidade", pois permite saber que "o caminho pedagógico está certíssimo". Pelo segundo ano consecutivo, a instituição ocupa o 2.º lugar no ranking - teve média de 720,88 em 2012.
O colégio originou-se de um pré-vestibular e, segundo Castro, o bom desempenho se deve à mistura de professores experientes com docentes mais jovens. O processo incluiu ainda provas simuladas até aos sábados. "Em uma escola boa, que fornece bom preparo, o aluno se dá bem em qualquer prova ou avaliação que for aplicada", disse. / colaborou Florence do Couto Santos, especial para a AE
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

