"Queremos justiça, sim, e que as investigações avancem. Mas também queremos respostas do governador e do secretário de Segurança Pública sobre a violência no Estado. Esse tipo de crime não pode acontecer novamente", afirmou. De acordo com a versão da própria vítima, que morreu na noite dessa segunda-feira, 3, no Hospital Albert Einstein, dois bandidos encapuzados invadiram seu consultório e atearam fogo em seu corpo por não terem encontrado dinheiro.
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo lamentou, por meio de nota a morte de Alexandre. Há pouco mais de um mês, a dentista Cynthya Magaly de Souza também morreu após criminosos terem ateado fogo em seu corpo durante um assalto em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. "Os crimes lamentavelmente são retratos da insegurança os cidadãos paulistas no dia a dia. Exigem atitudes urgentes e cada vez mais firmes por parte do governo e das autoridades de segurança pública."
O órgão criou o e-mail "[email protected]", para os dentistas denunciarem casos de assaltos ou violência ocorridos em consultórios, clínicas odontológicas, laboratórios de prótese e lojas de produtos odontológicos. Até agora já foram recebidas 63 denúncias e, segundo o Crosp, todas foram encaminhadas à Secretaria de Segurança Pública. Segundo o Conselho, ainda nesta semana deve começar a funcionar o serviço de denúncias 0800, contratado junto a uma operadora de telefonia um dia após a suposta tentativa de assalto em São José dos Campos.

