Uma cirurgia plástica para implante de próteses mamárias terminou em tragédia no último sábado (14) em Sorocaba, no interior de São Paulo. A engenheira Lana David de Carvalho, de 28 anos, morreu ontem (15) em decorrência de uma parada cardiorrespiratória sofrida logo após a conclusão do procedimento no Hospital Evangélico, uma unidade particular.
A jovem havia sido internada na sexta-feira para os preparativos pré-operatórios e, na manhã de sábado, foi encaminhada ao centro cirúrgico, onde as próteses foram implantadas sem intercorrências iniciais, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
O quadro de Lana piorou drasticamente pouco tempo após o término da cirurgia. No pós-operatório imediato, a engenheira apresentou agitação e uma súbita elevação da pressão arterial. A equipe médica tentou estabilizá-la, mas a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória. Em estado grave, ela foi rapidamente transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. No entanto, apesar de todos os esforços e do monitoramento intensivo, a jovem não resistiu e seu óbito foi confirmado no domingo, dia 15 de dezembro.
A causa da morte de Lana foi oficialmente determinada como falência múltipla de órgãos. Esse tipo de complicação é uma resposta sistêmica grave do organismo que pode ser desencadeada por diversas intercorrências, como choque, infecções ou, em casos cirúrgicos, reações adversas a medicamentos ou eventos cardiovasculares súbitos. A falência múltipla de órgãos é um estágio terminal em que dois ou mais sistemas orgânicos vitais (como rins, pulmões e fígado) param de funcionar de forma independente.
De acordo com o registro oficial da SSP-SP, o caso foi classificado como "morte natural", e, até o momento, os profissionais de saúde que participaram da cirurgia plástica não estão sendo alvo de investigação policial.

