O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, preso pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes em Belo Horizonte, tentou manipular a investigação logo após o crime. Em mensagens enviadas à esposa, a delegada Ana Paula Lamêgo Balbino, ele pediu que ela entregasse à polícia uma pistola 9 milímetros, diferente da arma usada no homicídio, uma pistola calibre .380.
“Entrega a nove milímetros. Não pega a outra. A nove milímetros não tem nada”, escreveu Renê em uma das mensagens recuperadas pela polícia. Em outra, ele tentou minimizar o crime: “Estava no lugar errado na hora errada. Amor, eu não fiz nada”.
A delegada não respondeu às mensagens e acabou entregando a arma correta. A perícia confirmou que o armamento pertencia a ela. Renê foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, ameaça e porte ilegal de arma. Ana Paula também foi indiciada por porte ilegal, já que permitia que o marido usasse suas armas com frequência.
O crime aconteceu após uma discussão de trânsito, quando Renê se irritou com um caminhão de coleta que bloqueava parcialmente a rua. Testemunhas afirmam que ele ameaçou os trabalhadores e atirou contra Laudemir, que não resistiu aos ferimentos

