O empresário do cantor Alexandre Pires, Matheus Possebon, preso nesta terça-feira (5), pela Polícia Federal, usava os próprios familiares para lavar dinheiro proveniente de garimpo ilegal na Terra Indígna Yanomami.
Conforme a PF, Matheus atuava como membro do grupo financeiro da empresa Betser, outra investigada na Operação Disco de Ouro, e também seria sócio oculto da mesma.
As investigações apontam que ele recebeu mais de R$ 1,8 milhão do esquema por meio da mineradora e distribuiu valores entre os parentes. O cunhado teria recebido R$ 7 mil, a irmã R$ 30 mil, o irmão e a nora R$ 435 mil e um primo chegou a receber R$ 86.500 mil.
Christian dos Santos, contador de Matheus, também recebeu R$ 10 mil da Betser de Roraima. Alexandre Pires também está na mira da PF, pois um levantamento das contas dele mostram que o artista recebeu R$ 1.382.00 da mineradora.
Tanto o empresário quanto o cantor negam qualquer tipo de relação com a empresa. Matheus chegou a dizer que sua prisão foi uma “violência”.
Os dois são investigados por envolvimento em um esquema ilegal de cassiterita, um minério que teria sido extraído em terras indígenas em Roraima.

