Uma empresa de produtos odontológicos em Minas Gerais foi condenada a pagar R$ 10 mil por danos morais, após ter feito uma de suas funcionárias participar da oração do pai-nosso todos os dias, antes do início do expediente.
O caso aconteceu em 2020, mesmo ano que ela ingressou na Justiça após ter pedido demissão.
No processo, a mulher disse que foi vítima de discriminação religiosa, pois era ateia e tinha que participar da oração diariamente, e que por isso, passou a chegar 10 minutos todos os dias atrasadas.
Além de ser obrigada a orar, ela também que sofreu ataques por suas características físicas quando estava grávida.
Um outro assédio relatado pela mulher, aconteceu em um dia em que ela havia feito uma trança no cabelo, que foi desmanchada pela diretora, que sugeriu que ela tivesse piolho.
A Justiça informou que a conduta da diretora foi uma "violação dos direitos e garantias individuais, como liberdade de crença, racismo, honra, imagem, direito de ação, além de violação de dados pessoais".

