BRASÍLIA - Num discurso de nove minutos na abertura de sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a subprocuradora Raquel Dodge afirmou que o combate a corrupção permanecerá como uma prioridade do Ministério Público Federal, caso seja confirmada a indicação dela para o cargo de procuradora-geral da República. Para a subprocuradora a corrupção tira recursos dos serviços de saúde, educação, transporte, energia, aumenta o custo Brasil e aprofunda as desigualdades sociais.
— O enfrentamento da corrupção continuará a ser prioridade do Ministério Público Federal — disse.
A subprocuradora disse ainda que pretende ampliar a atuação do Ministério Público em questões relacionadas ao meio ambiente, tutela coletiva e melhora da qualidade dos serviços públicos, entre entre eles segurança pública. Disse ainda que é importante ampliar o acesso de brasileiros à Justiça. Raquel prometeu agir ainda com firmeza e imparcialidade.
— No meu projeto de trabalho é para que ninguém esteja acima da lei e ninguém esteja abaixo da lei — disse.
A subprocuradora não citou expressamente a Operação Lava-Jato, questão mais delicada na agenda política do país no momento. A sabatina começou às 10h52 e só deve terminar no fim da tarde. No momento, o relator Roberto Rocha (PSB-MA) está fazendo uma série de perguntas a subprocuradora. Na semana passada, Rocha disse que Raquel tinha currículo impecável e que certamente teria o nome aprovado pelo Senado.
Raquel Dodge foi indicada para o cargo de procuradora-geral da República pelo presidente Michel Temer. O nome dela apareceu em segundo lugar na lista tríplice das eleições internas. O atual procurador-geral Rodrigo Janot deixará o cargo em 17 de setembro, quando termina seu segundo mandato.

