BRASÍLIA - No programa partidário da Rede Sustentabilidade que vai ao ar no rádio e TV nesta terça-feira à noite, a estrela da peça, a ex-ministra e provável candidata a presidente em 2018 Marina Silva, conclama o eleitor a fazer a sua própria operação de combate a corrupção, na eleição de 2018, criando a “Operação Lava-Voto”, escolhendo candidatos não envolvidos em escândalos de corrução. Logo no início o locutor questiona o poder de deputados votarem para derrubar a denúncia de corrupção passiva encaminhada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), contra o presidente Michel Temer.
Ao fundo de imagens do voto contra dos deputados Wladmir Costa (PR-PA) , Paulo Maluf (PP-SP), Carlos Marum (PMDB-MS) ou Russomano (PRB-SP) e outros governistas, uma locutora diz: “ Quem são esses caras que pensam que falam em nosso nome? Quem eles pensam que são? Guardem esses nomes e rostos e em 2018 faça a verdadeira reforma política que o Brasil precisa”.
Em seguida aparece Marina Silva aparece dizendo que é muito difícil ter esperança nesse momento tão difícil, mas que é também o momento da transformação.
— É uma questão de atitude , de como nós , a partir de agora, vamos fazer nossas escolhas. Faça você mesmo a sua Operação Lava-Voto”, diz Marina.
No encerramento do programa o locutor volta a defender a operação Lava-Voto, com uma animação da urna eletrônica sendo substituída por uma máquina de lavar.
— A maior preocupação do mundo da política hoje é mudar as regras do jogo para que tudo permaneça como está — diz o deputado Alessandro Molon (RJ).
De volta, o locutor diz que a Rede não fica só na falação, está lutando para mudar a velha política. Aí lista ações como o pedido de afastamento do ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) do comando do Senado no ano passado, cassação do ex-presidente da Cãmara, Eduardo Cunha e a proposta de criação da lei da ficha limpa. Com o nomes dos partidos mostrados na tela, o programa diz que 26 legendas estão envolvidas em escândalos, a Rede não. Marina faz então a defesa da PEC 350, de autoria da Rede, que prevê candidaturas avulsas, sem filiação partidária.
— Os partidos estão criminalizados, o povo tem que entrar em campo — diz o ex-senador Pedro Simon, em participação especial no programa da Rede.
A ex-senadora Heloísa Helena (AL) vai comandar a Fundação Rede Brasil Sustentável e percorrer o país recolhendo propostas para elaboração de um projeto de governo para 2018. O programa terá três eixos, segundo o economista Eduardo Gianetti: educação, combate as desigualdades e desenvolvimento sustentável.
— Você pode perguntar: Como é que muda? Não sou eu que muda não, somos nós que mudamos. Não existe força individual. Esta é a força de todos, da sociedade, da Nação — diz o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ).
No encerramento, Marina volta e, ao fundo de imagens de presos famosos , ela pergunta:
— Já parou para pensar como será o país depois da Lava-Jato? Será que vai ser sequestrado novamente pela corrupção? Se depender da Rede, não.
E pede que, para melhorar a qualidade da política, o eleitor faça as escolhas certas em 2018, pois há pessoas boas em todos os partidos.

