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Em nova derrota de Alckmin, Justiça barra reajuste de ônibus na Grande SP

SÃO PAULO - Em mais uma derrota do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), a Justiça suspendeu o aumento das tarifas dos ônibus intermunicipais na região metropolitana. No dia anterior, o Tribunal de Justiça havia confirmado , o do preço da integração entre os ônibus municipais e o transporte sobre trilhos, administrado pelo estado.

Cerca de 570 linhas de ônibus da Grande São Paulo, sob responsabilidade da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), tiveram o valor corrigido entre 6,1% e 7,18% no último domingo. No entendimento da juíza Simone Viegas de Moraes Leme, o governo estadual não conseguiu explicar tecnicamente a pertinência do aumento. Ela questiona, ainda, o fato de o reajuste ter ficado acima da inflação, de 6,4% nos últimos 12 meses.

A liminar foi concedida em uma ação popular movida pela bancada do PT na Assembleia Legislativa. O governo de Alckmin pretende recorrer.

Na terça-feira, o Tribunal de Justiça negou recurso que tinha o objetivo de derrubar a suspensão ao aumento na tarifa da integração entre ônibus, trem e metrô. Na última sexta-feira, a Justiça determinou que o governo não poderia aumentar essa modalidade de passagem de R$ 5,92 para R$ 6,80.

Em seu recurso, o governo paulista estimou em R$ 220 milhões a perda que teria ao longo de 2017 só com a suspensão da tarifa de integração. O aumento era necessário também para cobrir os custos do congelamento das tarifas de trem e metrô em R$ 3,80, mesmo valor do passe no ônibus na capital paulista. Manter esse valor foi uma das promessas de campanha do prefeito João Doria (PSDB), afilhado político de Alckmin.

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