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Em mais um evento, Temer anuncia realocação de R$1,7 bi para a Saúde

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BRASÍLIA - Enquanto deputados discutem se dão prosseguimento à denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer, o peemedebista tenta mais uma agenda positiva, desta vez com realocação de recursos na Saúde. Nesta quinta-feira, a pasta anunciou R$ 1,7 bilhão no atendimento à população, o que impactaria 22 milhões de pessoas. Segundo o ministério, esses recursos vêm somente de economia em contratos.

De R$ 1,7 bilhão, cerca de R$ 770 milhões irão para a atenção básica — agentes comunitários, equipes de Saúde da Família e Saúde Bucal, por exemplo. O governo calcula que 22 milhões de pessoas sejam beneficiadas, em 1.787 municípios. R$ 1 bilhão será destinado para a compra de ambulâncias.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, é deputado licenciado do PP A sigla fechou questão a favor de Temer na Câmara no processo criminal por corrupção passiva. Barros aproveitou a cerimônia no Palácio do Planalto para elogiar o presidente.

— Por ter optado pelo reconhecimento e não pela popularidade, o Brasil vai lhe agradecer — declarou para o presidente denunciado. Barros ainda chamou a gestão de "austera", e insinuou que o governo contrariou interesses com a economia na pasta:

— Alguém deixou de faturar R$ 3,5 bilhões — disse, levando em conta recursos economizados desde maio do ano passado, de acordo com o governo.

Temer tem feito cerimônias diárias no palácio, em busca de agendas positivas. Só nesta semana, além de R$ 1,7 bilhão remanejado em saúde, anunciou R$ 11,7 bilhões para municípios investirem em infraestrutura, R$ 103 bilhões para a próxima safra agropecuária e prometeu perdão de dívidas e adiantamento de repasses em educação para municípios do Nordeste. A liberação de verba para emendas parlamentares também foi acelerada. Em junho, os empenhos chegaram a R$ 1,8 bilhão. De janeiro a maio, contudo, o valor total era de R$ 102,5 milhões.

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