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Em Davos, João Dória diz que é preciso acabar com o mito Lula

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DAVOS - Faltando um dia para o julgamento que pode tornar o ex-presidente inelegível – o que afetará fortemente a disputa eleitoral de 2018 – o prefeito de São Paulo, afirmou ao GLOBO que espera que o petista seja condenado. Depois de participar de almoço organizado pelo banco Itaú com investidores durante o , na Suíça, Dória disse que Lula deve responder pelos seus crimes, mas que deveria poder concorrer às eleições para ser derrotado nas urnas.

— Eu espero que o Lula seja condenado e pague pelos crimes que cometeu. Mas também defendo que ele seja candidato e perca as eleições. Com o Lula derrotado nas urnas, acaba o mito. Acaba o mito Lula e começa a vida do Luiz Inácio cumprindo a pena na cadeia em Curitiba.

Dória, cujo nome também é cotado para a disputa presidencial, disse que não se apresenta candidato e que prefere apoiar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para concorrer pelo PSDB. Segundo o prefeito, Alckmin é um nome com capacidade de aglutinar outros partidos numa coalização de centro com força política para chegar ao segundo turno e vencer Lula:

— Eu não tenho me apresentado (candidato). Tenho focado bastante na cidade de São Paulo e em apoiar o governador Geraldo Alckmin para que ele consolide sua candidatura pelo PSDB nas prévias no dia 04. Trabalhar para que ele possa ser um nome que aglutine outros partidos numa coalizão de centro que tenha tempo de televisão com força política para chegar ao segundo turno com Lula e vencê-lo no segundo turno.

Dória participou do almoço ao lado do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ambos fizeram exposições e responderam a perguntas dos convidados. Perguntado sobre a possibilidade de Meirelles também ser candidato, o prefeito disse que ele também é um bom nome:

— Meirelles tem todo direito. É um bom nome, respeitado no plano econômico e no plano político também. Não vejo problema nenhum que ele tenha esse anseio (de ser candidato).

Dória veio a Davos para promover o programa de privatização da cidade de São Paulo. Segundo ele, os investidores têm demonstrado interesse nos projetos que, juntos, podem representar uma arrecadação de R$ 7 bilhões. Os ativos incluem o Autódromo de Interlagos, o Complexo do Anhembi, a venda de mais de 1.200 imóveis, além de concessões de mercados, cemitérios, do serviço funerário e dos terminais de ônibus. Segundo o prefeito, as primeiras privatizações serão Interlagos e Anhembi, o que deve ocorrer no primeiro semestre de 2018.

— O Brasil voltou ao jogo, passou a ser novamente um destino para grandes investimentos, é perceptível isso na conversa com bancos investidores e fundos — disse o prefeito.

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