BRASÍLIA - Um ano depois, o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar teve um presidente defendendo que vai continuar no governo, apesar da crise política. Nesta quarta-feira, Michel Temer disse que "ninguém" impedirá as políticas públicas de sua gestão, enquanto a ex-presidente Dilma Rousseff falou em "golpe" sete vezes em 3 de maio no mesmo evento. O aporte do governo federal para os agricultores familiares não mudou: R$ 30 bilhões.
— Nós vamos continuar nessa trilha. Ninguém vai impedir que nós tenhamos impedimento dessas políticas públicas que estamos levanto à frente — encerrou Temer, atrelando sua permanência no Planalto à continuidade de benefícios sociais.
O peemedebista é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por três crimes: obstrução de Justiça, corrupção passiva e participação em organização criminosa. O relator da Lava-Jato na Corte, ministro Edson Fachin, autorizou nesta terça-feira que Temer deponha à Polícia Federal por escrito. Ainda não foi estipulada uma data. A defesa do presidente .
No último dia 17, , dono da JBS, comprasse o silêncio de Eduardo Cunha na prisão. No próximo dia 6 de junho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a julgar processo da chapa Dilma-Temer e que pode cassar o mandato do peemedebista.
Há um ano, em meio a eventos quase diários no Palácio com a militância petista, Dilma antecipava o anúncio do Plano Safra — tanto para agricultores familiares quanto o para agropecuária — em um mês. Nove dias após o lançamento, seria afastada pela Câmara, e começaria o governo interino de Temer. Ela garantiu que não renunciaria e denunciou "golpe" por sete vezes.
— Um impeachment sem base legal, um impeachment sem motivo, ele é um golpe. Mas ele é um golpe. Mas ele é mais que um golpe. Ele é um golpe e, ao mesmo tempo, é a cobertura para aqueles que não têm votos se elegerem de forma indireta. É isso que está em curso: uma eleição indireta que recebe uma capa, a capa do impeachment — declarou Rousseff, dizendo que havia recebido "muitas vezes" pedidos para que renunciasse, mas que não cederia.

