Em 10 anos, o número de mulheres que assumiram o guidão e tiraram habilitação em motocicletas na categoria A cresceu 83,7%, passando de 4.512.753 em 2012 para 8.287.808 no ano passado. O índice é bem superior ao registrado pelos homens, que foi de 43%: de 18.809.391 habilitados em 2012 para 26.911.145 em 2021.
O dado é da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), em destaque no Dia do Motociclista, comemorado nesta quarta-feira (27 de julho).
Até o final do ano passado, 35,2 milhões de pessoas estavam aptas a conduzir veículos motorizados de duas ou três rodas. Em 2012, havia 23,3 milhões motociclistas no Brasil.
A região Sudeste é a que concentra o maior número de habilitados, com 42,1%. Em segundo lugar, está a região Sul (20,2%), seguida pelo Nordeste (18,9%), Centro Oeste (11,1%) e Norte (7,7%).
De acordo com a associação, as pessoas optam pela motocicleta devido às suas características de ser um veículo ágil, econômico, com preço mais acessível e baixo custo de manutenção.
A maioria das pessoas que compra uma motocicleta tem como justificativa a locomoção, de acordo com informações das fabricantes de motocicletas associadas à Abraciclo, esse é principal motivo (78%). Em segundo lugar, vem o lazer (45%), seguido pelo trabalho (9%). A categoria preferida pelo sexo masculino é a Scooter (60%). Já o público feminino dá preferência pela Motoneta (69%).
A maior faixa etária, tanto para homens como para mulheres, está entre 18 e 40 anos. Eles são 54,4% e elas, 69%. Uma análise mais detalhada sobre o perfil das pessoas habilitadas no ano passado revela que 54% estavam na faixa etária entre 31 e 50 anos.
No Brasil, a frota oficial é de mais de 30 milhões de unidades e a proporção é de uma motocicleta para cada sete habitantes. Em 2012, esse índice era de uma motocicleta a cada dez pessoas. Entre os habilitados, os homens ainda são maioria e representam 76,5% dos motociclistas; enquanto elas, 23,5%.


