O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) admitiu, durante uma transmissão ao vivo nesta segunda-feira (21), que atuou para tentar viabilizar sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e outras autoridades brasileiras. Ao lado do jornalista Paulo Figueiredo, Eduardo revelou ter participado de reuniões com membros do governo norte-americano após as eleições de meio de mandato nos EUA, em 2022.
Na live, Paulo Figueiredo afirmou que o objetivo das reuniões era influenciar o governo dos Estados Unidos a aplicar sanções individuais contra autoridades brasileiras, e não a taxação generalizada de produtos. Segundo ele, a decisão de sobretaxar mercadorias do Brasil foi tomada diretamente por Donald Trump. “Sempre advogamos por sanções individuais. Trump escolheu as tarifas como melhor opção”, afirmou.
Em entrevista anterior à TV Globo, Eduardo disse considerar as sanções comerciais como uma “alavanca” e afirmou que, caso as punições a Moraes não surtissem efeito, outras autoridades brasileiras poderiam ser alvo de novas articulações. “O Alexandre de Moraes não age sozinho, ele age com o amparo de outras autoridades”, declarou.
O deputado e o jornalista participaram da entrevista no canal “Inteligência LTDA”, no YouTube. A fala ocorre em meio à repercussão internacional sobre a política brasileira e amplia a pressão sobre Eduardo Bolsonaro, que vem sendo apontado por aliados como possível alvo de medidas de contenção, incluindo uma secretaria estadual para garantir foro privilegiado.

