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Doria diz que PSDB precisa ‘acalmar os ânimos’ e ter nomes novos na direção

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SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), defendeu nesta segunda-feira que o PSDB passe por uma renovação e permita a entrada de novos nomes na direção do partido. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele sugeriu a antecipação para outubro da convenção nacional da sigla, que é prevista para dezembro e deve eleger o novo presidente tucano, e voltou a negar que disputará a candidatura à Presidência da República com seu padrinho político, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB).

Ao dar sua opinião sobre as mais recentes crises internas do partido, Doria disse que o PSDB precisa “acalmar os ânimos”, numa referência às disputas entre os grupos ligados aos senadores Aecio Neves (MG), presidente afastado do partido, e Tasso Jereissati (CE), presidente em exercício. O racha ficou mais evidente após a divulgação, na semana passada, de em que o partido admite que errou e faz críticas ao que chamou de “presidencialismo de coalizão” e após a , neste domingo, ao encontro entre Aecio e Temer fora da agenda oficial.

— O partido precisa de serenidade, acalmar um pouco os ânimos, antecipar (a convenção nacional) de dezembro para outubro e permitir uma oxigenação na executiva, abrindo espaço para prefeitos eleitos em 2016, parlamentares novos. Um time jovem, compondo com figuras históricas — disse Doria, pontuando que “não quer mal a Tasso e Aecio”. — Numa nova eleição ele (Aecio) não estará disputando. E teremos um novo presidente. É preciso ter renovação também no PSDB.

Doria foi cobrado sobre as viagens que fez no último mês para cinco estados e repetiu o discurso de que pode comandar a cidade de qualquer lugar pela internet. O tucano rejeitou a interpretação de que está aproveitando as agendas fora da capital paulista para fazer campanha à Presidência e disse que não disputa com Alckmin, eventual candidato do PSDB:

— Minha relação com ele (Alckmin) é a melhor possível. Não vou competir com ele. Não disputo com Geraldo Alckmin.

Antes de terminar a entrevista, o prefeito repetiu uma piada que tem sido contada à exautão por Alckmin nos últimos anos, sempre que alguém lhe pergunta se será candidato à Presidência da República:

— Serei candidato a presidente só se for do Santos Futebol Clube — disse Doria, que torce para o mesmo time de futebol que o governador.

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