RIO - Dono da embarcação clandestina “Capitão Ribeiro”, que naufragou no Rio Xingu (Pará) na noite da última terça-feira, Alcimar Almeida da Silva, de 41 anos, vai ser indiciado na próxima segunda pela Polícia Civil pela morte de 23 pessoas – destas, quatro crianças. Ele é o proprietário da Almeida & Ribeiro Ltda, empresa dona do “Capitão Ribeiro” que não tinha licença da Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon) para operar. Portanto, não poderia ter feito transporte de passageiros.
No dia do naufrágio no Rio Xingu, no Pará, o barco Capitão Ribeiro informou à Marinha do Brasil que levava apenas 2 passageiros. Em depoimento à polícia, o dono da embarcação confirmou que transportava cerca de 50 pessoas naquela terça-feira (22) e que não havia controle de quantas embarcavam em Santarém, no oeste do estado. Alcimar Almeida da Silva afirmou ainda que fez um trajeto muito maior do que o autorizado pela Marinha.
O governo do Pará, que chegou a estimar que 70 pessoas estariam a bordo, trabalha agora com o número de 53 pessoas. A embarcação não podia transportar passageiros, segundo Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA).
