Dois dias após morte de réu por atos golpistas, Moraes manda soltar sete presos
Dois dias após o réu por atos golpistas no 8 de janeiro morrer no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar, nesta quarta-feira (22), outros sete réus.
A decisão beneficia Jaime Junkes, Wellington Luiz Firmino, Jairo de Oliveira Costa, Tiago dos Santos Ferreira e outros três réus em uma ação que corre em segredo de justiça.
Os réus deverão cumprir medidas cautelares como o uso da tornozeleira eletrônica, obrigação de comparecimento semanal no fórum, recolhimento domiciliar à noite e nos finais de semana e proibição de usar redes sociais e de manter contato com outros investigados.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia se manifestado pela soltura dos réus, entre agosto e outubro, mas o pedido ainda não havia sido analisado.
A PGR também havia concordado com um pedido de liberdade apresentado pela defesa de Cleriston Pereira da Cunha. No entanto, não houve decisão do ministro e o homem sofreu um mal súbito na segunda-feira no Complexo da Papuda.
Cleriston havia sido denunciado pela PGR por participar da invasão no Congresso Nacional. Ao prestar depoimento, ele negou envolvimento nos atos de vandalismo e alegou que possuía vasculite no coração.
A defesa alertou para a "saúde debilitada" por sequelas da Covid-19 e foi solicitada a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. No documento foi anexado um laudo médico.
"Em função da gravidade do quadro clínico, risco de morte pela imunossupressão e infecções, solicitamos agilidade na resolução do processo legal do paciente, até pelo risco de nova infecção por covid, que pode agravar o estado clínico do paciente", diz o laudo.
ASSUNTOS: Brasil