Os quatro tiros provocaram muita correria e confusão. Antes, policiais com cassetetes conseguiram evitar
roubos em uma loja da Casas Bahia que teve a porta arrombada. Mas não impediram o saque de praticamente todos os objetos de uma loja de móveis e persianas e de outras três. No início da noite, homens de camisa preta com porretes e armas na mão circulavam pela praça. Seriam seguranças de lojas. Antes do protesto o clima já estava pesado. "Não existe estratégia nenhuma da polícia. É um despreparo total. Não há segurança para o cidadão", reclamou o marceneiro Celso da Silva Gonçalves, de 57 anos.
Antes da caminhada, que seguiria até a Câmara Municipal, já havia adolescentes deixando o local com cartazes de protesto na mão. Às 18 horas, as luzes da praça se apagaram e a reportagem deixou o local. Três jovens tinham sido detidos até aquele momento.
