No dia 15, sete policiais civis foram detidos, na capital paulista e em Campinas (SP) por envolvimento num esquema de achaque a traficantes e vazamento de inquéritos - seis eram integrantes ou ex-funcionários do Denarc. As denúncias apontam para pagamento de propina de até R$ 300 mil por ano. Após a operação, que incluiu a maior devassa no departamento desde 1987 e levou a outras três detenções, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) anunciou que o departamento será reformulado.
Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão contra policiais - 11 na capital paulista e 2 em Campinas, onde começou a investigação, com base em escutas de traficantes feitas a pedido do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. O supervisor da Unidade de Investigações (responsável pelo setor de inteligência), delegado Clemente Castilhone Junior, preso no dia 15, foi solto na quinta-feira, 18. Seguem foragidos três agentes.

