A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, o menor nível desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, segundo o IBGE. O resultado ficou levemente abaixo das projeções do mercado e reflete um mercado de trabalho ainda aquecido, mesmo diante dos juros altos.
O número de desocupados caiu para 6,1 milhões, menor patamar desde 2013, enquanto a população ocupada bateu recorde de 102,4 milhões de pessoas. O nível de ocupação manteve-se em 58,8%, também em patamar histórico. Destaques vieram dos setores público, saúde, educação, tecnologia e agropecuária.
A renda média mensal subiu para R$ 3.484, alta de 1,3% em relação ao trimestre anterior e 3,8% na comparação anual. O emprego formal segue em expansão, com recordes de trabalhadores com carteira assinada (39,1 milhões), no setor público (12,9 milhões) e autônomos formais (6,9 milhões).
A informalidade recuou para 37,8%, refletindo a criação mais rápida de vagas formais, embora o trabalho informal ainda seja relevante. O avanço do MEI tem impulsionado o crescimento entre autônomos com CNPJ.
Analistas apontam que a melhora no mercado de trabalho decorre do desempenho da economia e de estímulos do governo, mas alertam que o consumo aquecido pressiona a inflação. O Banco Central, que mantém a Selic em 15% ao ano, avalia nesta semana se seguirá com os juros nesse nível para conter os preços.



