Em discurso no plenário, Randolfe lembrou que apresentou um pedido para anular a indicação de Elano. O pedido, entretanto, não prosperou na Casa. O currículo foi encaminhado pela Presidência da República ao Senado e serviu de base para que os parlamentares promovessem sua sabatina. "Nós não o fizemos (a anulação) e, em decorrência disso, o que ocorre é que a Comissão de Ética de outro Poder, do Poder Executivo, passa a nos dizer o que é ético", disse.
Segundo o senador do PSOL, o Senado, responsável por fazer a sabatina de dirigentes de agências reguladoras, é quem não deveria "ter passado por esse constrangimento". "Poderia ter sido acatada a questão de ordem que formulamos, que a liderança do PSOL, que eu formulei à Mesa do Senado e o próprio Senado ter revisto isso", criticou.
O jornal também revelou que Elano assinou dezenas de ações em defesa da Hapvida, quando trabalhou para a empresa com carteira assinada, contra a ANS. Ele havia justificado que não incluiu o trabalho para a operadora porque apenas advogou para a empresa, mas o jornal mostrou que ele foi diretor, com carteira assinada.


