Delegado que fez transferência de presos a pé por falta de gasolina nas viaturas receberá punição
O delegado de Planaltina, cidade goiana,Distrito Federal, Cristiomário Medeiros, será punido pelo comando da Polícia Civil depois que decidiu transferir 18 presos da delegacia do município para a cadeia pública a pé na manhã da quarta-feira (6).
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A sindicância para averiguar a conduta do delegado foi oficialmente aberta nesta terça-feira (12), pela Polícia Civil em Goiânia (GO) depois que a Delegacia Regional de Formosa (GO) despachar a documentação referente ao caso. Na opinião dos delegados hierarquicamente superiores a Cristiomário, a imagem da Polícia Civil foi atingida pela grande repercussão que o caso teve no Estado e não restaria outra resposta à sociedade que não a sua remoção do posto.
A transferência de Cristiomário não dependerá, entretanto, da conclusão da sindicância. Para o comando da corporação, ele agiu fora dos padrões de segurança ao andar pelas ruas da cidade com os detentos em vez de utilizar as três viaturas que dispunha para cumprir o trajeto de aproximadamente dois quilômetros entre a delegacia e a cadeia.
Segundo o porta-voz da Polícia Civil, delegado Norton Luiz Ferreira, a sindicância tem prazo de 60 dias para apontar resultados, mas a apuração deve ser concluída muito antes disso. Ele disse que o delegado de Planaltina terá oficialmente o direito de defender os motivos que o levaram a decidir por conduzir os presos a pé. A apuração, porém, deve indicar a ocorrência de “ilícito administrativo” por parte do delegado e por isso será instalado um processo administrativo disciplinar que culminará com a punição.
O delegado Cristiomário Medeiros não quis se pronunciar sobre a decisão da Polícia de transferi-lo. Ele disse que não falará mais sobre o assunto em respeito à hierarquia.
No entanto a transferência para outro município (ainda não definido) pode prejudicar as possíveis pretensões políticas do delegado. Diante das especulações de que ele seria candidato a prefeito de Planaltina nas eleições do ano que vem, Cristiomário não as desmentiu e disse que candidatar-se “é um direito”, já que é morador da cidade. Finalizou.
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