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Delegado de equipe que investiga políticos é mantido por Segovia

BRASÍLIA - A nova gestão da chefiada pelo delegado , empossado na última segunda-feira, manterá à frente da equipe de delegados que realiza as investigações de políticos que se encontram no Supremo Tribunal Federal (), entre elas as da .

Josélio e sua equipe foram os responsáveis por apurações de supostos crimes praticados por integrantes do PMDB, PSDB, PT, PP, entre outros partidos. Nos últimos meses o grupo de trabalho do delegado foi a responsável por elaborar relatórios como o que destacou indícios que ligavam o presidente Michel Temer à mala com R$ 500 mil de propina flagrada com o ex-deputado Rocha Loures e também pela investigação do 'bunker' do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). A PF encontrou R$ 51 milhões atribuídos a ele em um imóvel em Salvador.

A convite para que o delegado permanecesse na coordenação das investigações aconteceu essa semana, após a posse de Segovia. Fontes da corporação relataram que o diretor-geral chegou a cogitar a sua troca, mas ouviu conselhos de aliados que a saída de Josélio, que amplo conhecimento sobre os casos envolvendo políticos, geraria mais desgaste à sua gestão. Antes de sair do cargo, o antecessor de Segovia, Leandro Daiello, havia indicado Josélio para permanecer à frente das investigações envolvendo políticos.

Em coletiva de imprensa na segunda após a sua posse, Segovia foi perguntado se trocaria os policiais envolvidos nas apurações de casos envolvendo políticos. Ele afirmou que não interferiria na questão e que essa decisão caberia ao delegado Eugênio Ricas, que assumiu a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime organizado (Dicor), área a qual Josélio está vinculado.

Josélio continuará na coordenação de Repressão à Corrupção.

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