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Defesa pede desbloqueio dos bens de Bendine

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SÃO PAULO - A defesa de Aldemir Bendine pediu, na manhã deste segunda-feira, o desbloqueio dos bens ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil. A decisão está nas mãos do juiz Sergio Moro, que ordenou a prisão temporária de Bendine e dos irmãos André Gustavo Vieira e Antonio Carlos Vieira da Silva Junior, na última quinta-feira pela 42ª fase da Lava-Jato, a chamada operação Cobra. Gustavo e Antonio Carlos são apontados pelos investigadores como intermediários no recibimento de uma propina de R$ 3 milhões da Odebrecht para o então presidente da Petrobras.

O magistrado também deve avaliar a possibilidade de soltura dos acusados. Os dois irmãos devem prestar depoimento à Polícia Federal às 10h30, em Curitiba, onde estão presos. Por volta das 14h será a vez do depoimento de Bendine. Todos negam as acusações, mas prometem colaborar com a Justiça.

O advogado Pierpaolo Bottini também apresentou à Justiça o comprovante da reserva dos hotéis onde Bendine ficaria na Europa entre os dias 29 de julho e 18 de agosto, além de passagem com data de 19 de agosto, quando estava previsto o retorno ao Brasil.

Ao pedir a prisão de Bendine, o Ministério Público Federal alegou que ele só tinha passagem de ida e que também tinha cidadania italiana. Ao apresentar a passagem de volta, a defesa busca enfraquecer a tese da acusação de que havia risco de fuga. No despacho que ensejou a operação, Moro também levou em consideração que a dupla cidadania e a informação de que Bendine buscava contas no exterior para supostamente ocultar parte dos valores de propina pagos pela Odebrecht.

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