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Defesa de Lula tenta impedir novos depoimentos de Glaucos e de contador

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SÃO PAULO. A defesa doacusa os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba de tentar reabrir indevidamente a fase de instrução do processo que investiga se a Odebrecht pagou vantagens indevidas ao ex-presidente. Nesta quinta-feira, o -que figura como proprietário do apartamento e, segundo a defesa de Lula, aluga o imóvel para Lula - e João Muniz Leite, contador que teria recolhido assinaturas de Glaucos em recibos de aluguel apresentados à Justiça.

Em petição encaminhada ao juiz Sergio Moro, os advogados de Lula argumentam que a fase de depoimentos do processo já terminou e o MPF não detalhou, como havia pedido o juiz, o que de fato quer que seja periciado nos recibos de aluguel apresentados à Justiça.

Lula é acusado de ter sido beneficiado pela empreiteira com a compra de uma cobertura vizinha à dele em São Bernardo do Campo, que teria sido colocada em nome de Glaucos, e com a compra de um prédio que seria usado como sede pelo . O apartamento, segundo Lula, é alugado. O Instituto Lula nunca usou o prédio comprado pela Odebrecht.

Os procuradores suspeitam que os apresentados por Lula sejam ideologiscamente falsos e pediram perícia nos documentos. Os advogados de Lula afirmaram na petição que o MPF alardeou a prova pericial e, com o pedido de novos depoimentos, recuou "porque sabe que os recibos são autênticos e refletem a realidade dos fatos". Para a defesa de Lula, a entrega dos recibos comprova os pagamentos e Glaucos recolheu imposto de renda devido sobre os aluguéis, além de ter declarado os valores à Receita Federal em 2016.

Em informação à Justiça, por escrito, , dentro do hospital onde estava internado. Disse não ter recebido qualquer aluguel e que só passou a receber depois que seu primo, o pecuarista José Carlos Bumlai, foi preso.

Ao pedir os novos depoimentos, o MPF ressaltou que os recibos não foram apreendidos no apartamento de Lula, que foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal e uma planilha de gastos domésticos do ex-presidente não relacionava os pagamentos. Os advogados do ex-presidente diz que a planilha de gastos é apócrifa e os recibos da locação não eram alvo das buscas da PF na ocasião. Para eles, os recibos são comprovantes de pagamentos válidos de acordo com o Código Civil.

"A Defesa buscou e apresentou os referidos documentos em atenção à incitação do Juízo, como antes indicado. Ao requisitar os recibos de pagamento, Vossa Excelência reconheceu a força probatória desses documentos", argumentaram os advogados.

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