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Defesa de Lula e acusação travam mais um embate na Lava-Jato

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SÃO PAULO - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva travou mais um embate, nesta-segunda-feira, com a acusação no processo que tramita contra o petista em Curitiba. Desta vez, o motivo foram as perguntas do procurador federal Robson Pozzobon sobre a Operação Castelo de Areia de 2009, quando investigações da PF revelaram que havia corrupção em contratos da Camargo Corrêa na refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco.

O advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, disse que o tema da Castelo de Areia não estava no processo e por isso não poderia ensejar perguntas do Ministério Público Federal (MPF). Moro discordou, o que provocou protestos de Zanin. O defensor disse que se o tema fosse tratado a defesa teria que ter acesso aos documentos da operação. Moro negou. Zanin pediu então que ficasse registrado na ata da sessão que houve cerceamento de defesa.

Como a cada audiência, a defesa de Lula ouve testemunhas acerca dos sistemas de controle interno utilizados pela Petrobras para evitar práticas de corrupção, Pozzobon justificou que seria pertinente saber de Gabrielli se a estatal teria feito alguma investigação interna para apurar o ocorrido na Rnest.

O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli defendeu sua gestão à frente da estatal (2005 e 2012) e afirmou que as operações fraudulentas ocorridas na Petrobras ocorreram fora do sistema de controle interno da estatal.

- O que foi divulgado pela Lava-Jato e pelos réus confessos é que eles fizeram operações fraudulentas fora do sistemas da Petrobras, realizando operações de valores com empresas interpostas com terceira, quartas e quintas empresas que sequer eram de conhecimento da Petrobras. Era impossível que o sistema de controle interno capturasse essas informações - disse Gabrielli.

O ex-presidente da Petrobras também reforçou que a época os controles do Ministério Público e Polícia Federal também não apontaram problemas.

- O que quero dizer é o que controle interno dos órgãos fiscalizadores também não funcionou adequadamente.

Pozzobon insistiu e perguntou se a Petrobras chegou a fazer alguma investigação interna para apurar contratos da Camargo Corrêa, já que funcionários da empresa haviam sido presos. Gabrielli negou:

— Especificamente da Camargo Corrêa, não. Na época, houve uma grande discussão sobre os custos da Refinaria Abreu e Lima. Houve um conjunto de discussão técnicas pra reduzir custos. Nós estávamos num momento em que o país crescia 6% a 7% na área industrial, o mercado estava muito aquecido. A discussão era muito mais sobre isso, do que sobre corrupção - justificou Gabrielli.

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