A defesa do ex-presidente Lula anunciou que não usará as conversas do ex-juiz Sergio Moro com procuradores da Operação Lava Jato no habeas corpus em que acusa o ex-juiz de parcialidade.
As mensagens, capturadas por hackers que invadiram celulares de procuradores e de autoridades de Brasília, foram apreendidas na Operação Spoofing. O Supremo Tribunal Federal (STF), que deve julgar o processo neste semestre, liberou o acesso da defesa de Lula ao conteúdo das mensagens.
Nos diálogos, Moro orienta a acusação e indica aos procuradores testemunhas contra Lula. O ex-ministro da Justiça e os procuradores alegam que as mensagens foram captadas ilegalmente e não valem como prova.
A defesa, no entanto, reafirmou a validade dos diálogos e devem usá-las em processo contra o ex-presidente, mas descartou a inclusão do material no julgamento sobre a parcialidade de Moro.
