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Defesa de Hacker da Vaza Jato vai pedir proteção após depoimento à CPMI

Defesa de Hacker da Vaza Jato vai pedir proteção após depoimento à CPMI
Defesa de Hacker da Vaza Jato vai pedir proteção após depoimento à CPMI

A defesa de Walter Delgatti Netto, o hacker envolvido em atividades ilícitas de invasão de sistemas, anunciou nesta quinta-feira (17) a intenção de solicitar ao governo federal o serviço de proteção à testemunha para seu cliente. O advogado de Delgatti, Ariovaldo Moreira, comunicou à Agência Brasil que a exposição pública da versão do hacker aumenta o risco ao qual ele está exposto.

Segundo a Agência Brasil, durante seu depoimento perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas de 8 de janeiro, Delgatti admitiu estar apreensivo com relação à própria vida.

"Apesar de ter um habeas corpus, o senhor está mostrando muita coragem ao falar e contribuir com a investigação. Você teme pela sua vida?", questionou o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA).

"Na situação atual, sim", respondeu Delgatti. O hacker também mencionou que seu advogado já havia recebido ameaças de morte. "Ele registrou um boletim de ocorrência e possui as mensagens e áudios das ameaças", afirmou.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) apresentou à CPMI supostos áudios de ameaças direcionadas ao advogado de Delgatti, contendo palavras de baixo calão e ameaças de morte, inclusive contra parentes do advogado. Soraya alegou que o advogado do hacker registrou um boletim de ocorrência em 13 de agosto de 2022 relatando as ameaças.

"Essas ameaças foram dirigidas ao advogado. Você também se sente ameaçado neste momento?", questionou a senadora. "Sim, sinto-me ameaçado", respondeu novamente Delgatti, acrescentando que seu advogado entrou em conflito com a deputada Carla Zambelli (PL-SP).

"Houve um desentendimento entre ela e meu advogado, após o qual ela pediu para eu não me comunicar mais com ele", revelou Delgatti. Zambelli tem refutado todas as acusações.

No depoimento, Delgatti fez várias acusações, incluindo a de que o presidente Bolsonaro lhe ofereceu indulto presidencial em troca da invasão das urnas eletrônicas e da assunção da responsabilidade por um suposto grampo contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele também afirmou ter invadido os sistemas judiciários brasileiros a pedido da deputada Carla Zambelli, que negou as acusações. Além disso, Delgatti alegou que, a pedido de Bolsonaro, orientou as Forças Armadas na criação do relatório sobre as urnas eletrônicas apresentado em 2022.

Outra acusação feita por Delgatti é de que Bolsonaro e seu marqueteiro na campanha de 2022, Duda Lima, solicitaram que o hacker se tornasse o rosto de informações falsas em um vídeo contra as urnas eletrônicas.

 

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