Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entraram com recurso nesta quarta-feira (6) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou prisão domiciliar, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com outros investigados. A defesa pede que Moraes reconsidere a medida ou, caso contrário, leve o caso com urgência ao plenário do STF, alegando que não houve descumprimento das cautelares.
Na decisão que decretou a prisão domiciliar, Moraes argumentou que Bolsonaro teria usado redes sociais de aliados, incluindo as de seus filhos, para incentivar ataques ao STF e pedir intervenção estrangeira no Judiciário, classificando a conduta do ex-presidente como “ilícita e dissimulada”.
Bolsonaro já é réu por tentativa de golpe de Estado e pode pegar até 44 anos de prisão caso seja condenado pelos crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que incluem golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa.



