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Declaração truncada de Ciro não prejudicou conversas com o centro, garante PDT

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BRASÍLIA - Caciques da campanha de negam que o último arroubo verbal do presidenciável tenha prejudicado as conversas iniciais que vinham acontecendo com vistas a uma parceria eleitoral do PDT com partidos do centro. O pré-candidato ao Planalto contestou nesta terça-feira, em São Paulo, e disse que mantém conversas apenas com o

O principal articulador político de Ciro, seu irmão Cid Gomes, reassegura que o pré-candidato mantém o interesse em firmar uma frente de esquerda com partidos como o PSB e o PC do B, mas que também pretende ampliar o rol de alianças com o centro. Segundo ele, o diálogo com esse último campo político não ficou "envenenado" com as declarações que Ciro deu na última sexta-feira em Buenos Aires.

— Queremos firmar uma posição ideológica progressista como base da nossa campanha, mas queremos fazer aliança ainda no primeiro turno com os partidos de centro, de acordo com o nosso programa. As duas coisas são importantes. A gente não defenestra a política e nem acha que a política é uma coisa imunda — argumenta Cid.

O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação de Dilma Rousseff tem rodado o Brasil com uma agenda independente da do irmão, buscando costurar relações de sustentação ao projeto presidencial de Ciro. De perfil mais conciliador, Cid tem vindo toda semana a Brasília para reuniões políticas. Amanhã ele eve se encontrar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para assegurar que não foi implodida a ponte que vinha sendo construída.

— Estão querendo botar veneno. As conversas não ficaram envenenadas, vamos continuar conversando. Não temos interdição a ninguém, inclusive o DEM, o PP e o Solidariedade são nossos aliados no Ceará. O PP sabe como nos comportamos. Não buscamos hegemonia. Sabemos da importância das alianças — disse Cid.

Ontem, o próprio Ciro teve que botar panos quentes no mal estar provocado com potenciais aliados, afirmando que se tratava de "fofoca" a versão de que lideranças do DEM e do PP haviam ficado irritadas com suas declarações na Argentina, de que primeiro queria fechar uma aliança com a esquerda, para afirmar a "hegemonia moral" de sua candidatura.

As conversas do PDT com o centro ainda estão sendo tratadas no âmbito da cúpula dos partidos, sem ter envolvido neste momento os parlamentares. Para que seja fechada aliança com o DEM, que lidera o bloco de partidos de centro, alguns movimentos ainda têm que acontecer. Primeiro Rodrigo Maia precisar abrir mão de sua candidatura ao Palácio do Planalto, depois seu partido terá de superar a atual fragmentação.

Há na sigla uma ala que ainda defende a histórica aliança com o PSDB de Geraldo Alckmin, outra ala flerta com o plano Ciro e ainda há um pequeno grupo ligado a Bolsonaro - um dos coordenadores da campanha do ex-capitão do Exército é o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

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