BRASÍLIA — A deputada federal (PTB-RJ), escolhida pelo presidente para ocupar o , e que deve tomar na tarde desta terça-feira, ligou para Temer para checar se seria mesmo nomeada ministra, e também para pedir que a cerimônia fosse antecipada para esta segunda-feira.
A deputada está no meio de uma polêmica envolvendo processos trabalhistas e o pagamento de uma dívida a um ex-motorista, e há um temor de que um mandado de segurança possa suspender, mesmo que temporariamente, a sua posse. Apesar dos apelos, Temer disse a Cristiane que o seu nome está mantido para o cargo, mas não aceitou antecipar a data da posse.
Assessores próximos do presidente garantem que a deputada tomará posse amanhã, mas há a expectativa de que ela dê explicações claras para conter a crise.
— A posse está mantida, mas o governo espera que ela resolva essa questão, politicamente ela tem saídas — afirmou um aliado de Temer.
Um auxiliar mais cético ainda duvida que a deputada seja empossada ministra do Trabalho, e ironiza:
— Ela no Ministério do Trabalho é como alguém sair de Bangu e assumir a Secretaria de Segurança Pública. Sem contar que ela não é nenhuma Madre Teresa, o passado da família já condena — afirmou um assessor palaciano.
A futura ministra do Trabalho se negou, nesta segunda-feira, a fornecer os comprovantes de reembolso à funcionária de seu gabinete que tem feito o pagamento de sua dívida trabalhista. A assessoria alegou que "as movimentações bancárias da ministra Cristiane Brasil são de cunho privado". na pasta.
Como O GLOBO revelou no último sábado, o dinheiro usado para pagar as parcelas de uma dívida trabalhista que Cristiane Brasil tem com um ex-motorista .

