BRASÍLIA - As CPIs da e do recebem nesta terça-feira em audiência conjunta o empresário dono da JBS. A tendência é que ele fique em silêncio, uma vez que na semana passada seus advogados enviaram documento destacando o silêncio de outros depoentes e questionando se sua presença não geraria gastos públicos "desnecessários". A sessão começou às 9h43.
Joesley está preso desde que seu acordo de delação foi rescindido pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e também pela acusação de "insider trading" pela suspeita de o grupo empresarial ter obtido lucro no mercado financeira com informações privilegiadas pela sua própria colaboração premiada.
Caso mantenha o silêncio, adotará a mesma linha de seu irmão, Wesley, e do executivo Ricardo Saud, que também está preso. Joesley teve a delação rescindida após um áudio no qual conversava com Saud sobre estratégia para fechar a delação e relatava ter outros áudios não entregues à Justiça, além da participação do ex-procurador Marcello Miller nas negociações. Miller ainda era procurador quando ajudou a JBS e depois foi trabalhar em uma banca que atuava para o grupo empresarial.
