O reverendo Amilton Gomes de Paula, suspeito de comprar propina de uma empresa americana durante negociações da compra de um lote com 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca, entrou na lista de convocados para depor na CPI da Covid nos próximos dias.
O religioso que é presidente de uma organização evangélica chamada Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), liderava as tratativas da compra do imunizante com o aval do diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Lauricio Monteiro Cruz, mesmo sem ter relação oficial com o Governo.
E-mails divulgados ontem pelo Jornal Nacional, mostram que os dois participaram de várias reuniões com representantes da Davati, uma empresa localizada nos Estados Unidos.
Durante o processo, o reverendo chegou a negociar as doses que foram compradas da Índia a US$ 5,25 em janeiro, por três vezes esse valor, ou seja, por US$ 17,50. Além disso, ele teria cobrado propina do policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se apresenta como representante da Davati.
Essas e outras questões devem estar no centro do interrogatório do reverendo. Quem também compõe a lista de convocados são o servidor do Ministério da Saúde William Amorim Santana e de Andrea Lima, CEO da empresa VTCLog.



