Os pagamentos foram feitos, na maioria, numa conta-corrente usada pelos fiscais. O dinheiro corresponde ao valor da liberação de 20 empreendimentos lançados pela incorporadora na capital paulista. A propina costuma equivaler a 50% do Imposto Sobre Serviços (ISS) devido. Um representante da empresa, acompanhado do advogado, foi ouvido na condição de testemunha. Por hora, os promotores ainda apuram se as incorporadoras eram vítimas da quadrilha ou parceiras no delito.
O MP tem informações de que as empresas tinham a opção de pagar o imposto inteiro ou recorrer ao grupo de fiscais para obter desconto. Na tarde desta sexta-feira, o MPE deve continuar a ouvir depoimentos dos quatro funcionários públicos presos. Ronilson Bezerra Rodrigues e Eduardo Horle Barcellos são tidos como os líderes do grupo. Carlos di Lallo Leite do Amaral e Luis Alexandre Cardoso Magalhães respondiam aos outros dois. O advogado Roberto Podval, que acompanhou o depoimento dos representantes da Brooksfield, confirmou que a empresa foi ouvida mas preferiu não dar detalhes das informações passadas aos responsáveis pela investigação.
