Ao todo, no Ceará, 4.471 dos 495 mil que se inscreveram se declararam sabatistas e fizeram as provas a partir de 18 horas (horário local), mas tiveram de ingressar no Liceu ao meio-dia como os demais candidatos não sabatistas. Ai foi que começou a confusão. A organização do Enem no Liceu obrigou os 50 que não se declararam sabatistas a esperar até 18 horas para se submeter às provas.
Alguns desistiram e foram embora alegando que estavam sem almoçar e não poderia ingressar alimentos para eles. Mas dona Leila Sousa, de 43 anos, mãe de uma candidata de 18 anos, insistiu até conseguir entregar o almoço para a filha confinada por seis horas até começarem as provas.
"Somos católicas e fomos obrigadas a seguir as regras do pessoal da Igreja Adventista do Sétima Dia. Isso é um sacrilégio", disse Leila que não arredou o pé até a filha deixar o Enem, por volta das 22 horas, após 10 horas de ter ingressado no Liceu. O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), por meio de de sua assessoria de imprensa, informou que vai investigar o acontecido no Liceu do Ceará para tomar as providências.

