O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), divulgou uma carta aberta nesta sexta-feira (24), afirmando que não vai exigir nenhum pedido médico para imunizar crianças contra a covid-19 com a vacina da Pfizer, liberada esta semana pela Anvisa.
A exigência da prescrição médica foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que abriu também uma consulta pública sobre a vacinação do público de 5 a 11 anos.
O ministro, assim como praticamente toda a ala do Governo, têm se mostrado contra a imunização dos pequeninos, mesmo após a liberação pela Anvisa que o órgão responsável pela questão.
O Conass, contudo, resolveu desafiar o ministério e declarou que não vai atender a exigência de Queiroga. O órgão criticou a atitude do ministro e afirma que deveria estar preocupado em providenciar as vacinas para dar início a imunização e não dificultar o processo:
"Infelizmente há quem ache natural perder a vida de vocês, pequeninos, para o coronavírus. Mas com o Zé Gotinha já vencemos a poliomielite, o sarampo e mais de 20 doenças imunopreveníveis. Por isso, no lugar de dificultar, a gente procura facilitar a vacinação de todos os brasileirinhos. E é esse recado que queremos dar no dia de hoje, véspera de Natal: quando iniciarmos a vacinação de nossas crianças, avisem aos papais e às mamães: não será necessário nenhum documento médico recomendando que tomem a vacina. A ciência vencerá. A fraternidade vencerá. A medicina vencerá e vocês estarão protegidos", assina a carta o presidente do Conass, Carlos Eduardo de Oliveira Lula.



Aviso