Um tipo de propaganda enganosa está sendo investigado no Brasil. Atores e atrizes interpretam médicos em produções roteirizadas na internet para vender produtos sem registro na Anvisa, prometendo resultados milagrosos. Os vídeos parecem reais, mostram resultados de clientes, porém não sinalizam que são ilustrativos. As denúncias chegaram ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) afirmou que o uso de testemunhais falsos é inequivocamente proibido pelas normas éticas e legais. Além disso, ressaltou que suplementos alimentares não podem fazer alegações de cura ou benefícios à saúde sem embasamento científico comprovado. Desde o início da pandemia, houve um aumento significativo de apelos enganosos nesse segmento, resultando em múltiplos processos em andamento para investigar e julgar as práticas irregulares.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comentou os supostos selos de aprovação usados em suplementos como o Night Slim, produto comercializado na propaganda: "Não há nenhum medicamento registrado na Anvisa com o nome Night Slim. Dessa forma, não se trata de medicamento autorizado para nenhuma indicação terapêutica. Destacamos que somente medicamentos registrados na Anvisa podem alegar propriedades terapêuticas na Anvisa".

