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Como o bisfenol-A pode afetar o peso corporal

- O sobrepeso e a obesidade são condições adversas de saúde que vem aumentando a cada ano. Mudanças no estilo de vida como uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física já são conhecidas como aliados no combate ao acúmulo de gordura.Recentemente fatores ambientais estão sendo relacionados a esse acúmulo, como por exemplo a exposição ao Bisfenol-A (BPA), um estrógeno sintético presente em embalagens de plástico, latas e selantes dentais. Os estudos relacionam o BPA com a diferenciação de adipócitos, acúmulo de gordura, resistência a insulina, transporte de glicose e secreção de adiponectina. Uma exposição quando bebê ao BPA pode atrapalhar a maturação dos circuitos cerebrais os quais podem contribuir para a ingestão alimentar e o metabolismo, afetando assim o equilíbrio energético corporal. A pesquisa da NHANES 2003-2004 e 2005-2006 mostrou uma relação positiva do BPA com a obesidade. Como o BPA afeta a adiponectina ele causa um aumento da liberação de insulina provocando uma hiperinsulinemia e uma consequente sensibilidade a ela. Outra hipótese é dele estimular a produção de citocinas inflamatórias que afetam o metabolismo lipídico. Eles também ressaltam a sua ação negativa no pâncreas, nas via metabólicas da tireóide e na função cerebral. E, por atuar nos receptores de estrogênio pode causar mais danos em um determinado gênero e em uma quantidade pré-estabelecida, ou seja, varia pra cada indivíduo. Referência: LI, D-K. et al. Urine Bisphenol-A level in relation to obesty and overweight in school-age children. PLOSONE, v.8, n.6, 2013. WANG, T. et al. Urinary bisphenol A (BPA) concentrations associates with obesity and insulin resistance. J Clin Endocrinol Metab, v.97, n.2, 2012. Por Joyce Rouvier

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