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Comissário morre carbonizado em acidente de trânsito em SP

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SÃO PAULO — Um comissário de bordo morreu em um acidente de trânsito, na madrugada desta sexta-feira, em São Paulo. Alexandre Stoian, de 43 anos, morreu carbonizado após o carro no qual se encontrava pegar fogo — o veículo entrou em combustão após uma batida, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O outro condutor envolvido na colisão, um advogado de 33 anos, teria deixado o local do acidente sem prestar socorro. Ele se apresentou ao 96º Distrito Policial da capital durante a manhã.

Stoian seguia para o aeroporto de Congonhas, onde trabalha, acompanhado da mulher, quando o carro foi atingido na traseira por outro. A batida, ocorrida às 3h40 na Avenida dos Bandeirantes, na zona sul da capital, teria ocasionado o incêndio.

Segundo a TV Globo, a mulher do comissário conseguiu escapar pela janela do motorista sem sofrer ferimentos graves. O impacto teria deixado o comissário inconsciente, impossibilitando sua fuga. A mulher tentou retirá-lo de dentro do carro, mas não conseguiu por encontrar as portas travadas e queimou as mãos durante a tentativa.

O motorista que colidiu na traseira do carro de Stoian deixou o veículo para trás e foi embora a pé sem prestar socorro. Foram encontradas latas de cerveja dentro do veículo. Identificado mais tarde como o advogado Artur Falcão Sfoggia, de 33 anos, ele se entregou no 96ª DP, no bairro do Brooklin, horas após o incidente.

Ainda de acordo com a TV Globo, ele compareceu à delegacia acompanhado do advogado, que se limitou a dizer que o cliente não teria fugido do local do acidente. Ele estaria acompanhado de um primo no momento da batida. Aos delegados, declarou estar retornando de uma balada e disse que tentou socorrer o emissário e que teria queimado as mãos no procedimento. A polícia não descarta o envolvimento de um terceiro carro, que estaria disputando um ‘racha’ com Sfoggia.

Em rede social, a irmã do comissário, Ana Paula Stoian, criticou o advogado e pediu que o perfil de Sfoggia fosse compartilhado por amigos.

“Que ironia Dr. Artur Falcão Sfoggia... Se você estivesse devagar, nada disso teria acontecido. Meu irmão, um pai de família, indo trabalhar. E você, voltando de uma balada, tirou a vida dele. Não prestou socorro a uma viúva em desespero ao ver o corpo do marido ser carbonizado. Alegar que estava sendo perseguido? É tripudiar em cima da nossa dor. Nós, da família, nem poderemos velar seu corpo dignamente, porque não sobrou nada. Eu estou rezando para que a justiça dos homens e a de Deus seja feita, mas hoje peço mais a dos homens, para confortar uma mãe e um pai desolados. Eu aqui, não podendo nem descansar minha dieta de um parto que aconteceu a menos de uma semana, perdi essa pessoa insubstituível pra mim”, escreveu.

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