Uma polêmica sobre os possíveis efeitos colaterais das vacinas contra covid-19 no organismo se tornou o assunto do momento nos últimos dias. Contudo, especialistas vieram a público explicar que o vacinas de DNA e de RNA que têm sido desenvolvidas por várias farmacêuticas e cientistas não alteram o material genético das pessoas e nem são capazes de causar câncer como tem sido propagado na internet.
Segundo Raphael Dhalia, especialista em desenvolvimento de vacinas de DNA vírus pela Fiocruz, não existe uma vacina em todo o mundo que seja capaz de alterar a genética: "Embora todas elas tenham como base o material genético do vírus, nas vacinas de vetor viral esse material é transportado para nossas células por um vírus deficiente, que não causa doença grave. Enquanto as vacinas de RNA são transportadas para as nossas células dentro de partículas lipídicas", explicou em entrevista ao site Uol.
Dhalia destaca ainda que todas as vacinas estão sendo testadas por laboratórios de vários países e tem apresentado bons resultados com eficácia de 92 a 95% e com efeitos adversos muito leves.
O Uol ouviu ainda outro especialista, o virologista Flávio Fonseca, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que concorda que não há como a vacina provocar danos genéticos:
"No núcleo da célula tem várias enzimas que patrulham esse espaço corrigindo imperfeições no genoma e evitando que o material genético estrangeiro possa trazer algum problema. E isso é um resultado de milhões de anos de evolução para evitar que a gente seja sujeito a isso", afirma.

