O projeto foi adotado em fase experimental em 25 escolas da cidade, das 203 da rede, ao custo de R$ 1,2 milhão, no início do ano letivo de 2012. Chips de radiofrequência de identificação (RFID) foram colocados nas mangas das camisas dos uniformes e sensores foram instalados nas entradas dos colégios.
A passagem do chip pelo sensor faria com que, automaticamente, uma mensagem fosse enviada aos celulares de pais ou responsáveis pelo estudante, informando horário de entrada e de saída dele da unidade. A expectativa, na época do lançamento, era que todas as escolas da cidade integrassem o projeto até o fim deste ano.
Segundo muitos estudantes e familiares, porém, o sistema não funcionou. Mãe de dois irmãos que estudam em uma mesma escola da cidade, a promotora de vendas Mariana Paulo Nunes diz que só recebia as mensagens relativas a um deles. "As da minha filha nunca chegaram", conta. "As do menino vinham, mas só de vez em quando." Também houve vários relatos de problemas com a durabilidade das peças, que não teriam resistido às lavagens constantes dos uniformes.
Além disso, os resultados obtidos com o sistema foram tímidos. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, após a adoção dos uniformes com chip, a redução da evasão escolar nas unidades foi de apenas 2%. "O projeto tem de passar por ajustes, pode ser que o retomemos mais à frente", admite o atual secretário, Ricardo Marques. "Neste momento, estamos optando por investimentos em outras áreas da educação, como esportes, para fazer com que o aluno vá à escola porque tem vontade, não por ser forçado."

