A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara dos Deputados, retomou nesta quarta-feira (10) o julgamento para votar a prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (Sem partido-RJ). Dos 42 parlamentares que pretendem falar na sessão de hoje, cinco são contrários ao pedido de prisão.
Os parlamentares José Medeiros (PL-MT), Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), Carlos Jordy (PL-RJ), Otoni de Paula (MDB-RJ) e Pedro Aihara (PRD-MG) argumentam que Brazão não foi preso em flagrante, única hipótese em que um parlamentar poderia ser detido, segundo a Constituição.
"Da minha parte ninguém verá nenhum tipo de covardia, nenhum tipo de omissão, meu voto é pelo respeito da Constituição. Para que haja o devido processo legal, a garantia do rito processual. Que ele seja cassado e após sua cassação que seja julgado", afirmou Jordy ao discursar.
A CCJ está analisando se mantém ou revoga a prisão de Brazão. O relator do caso, deputado Darci de Matos (PSD-SC), sugere a prisão do deputado. Independentemente do resultado, o caso será submetido ao Plenário da Câmara, que deve decidir sobre o assunto ainda hoje, uma vez que ela é a única pauta do dia.

