A Polícia Federal descobriu o esquema de venda de produtos químicos para a fabricação de drogas através da empresa Anidrol, do fisiculturista e influenciador Renato Cariani, após duas notas de vendas emitidas para a AstraZeneca, em 2015. No entanto, a multinacional informou que as notas não ingressaram nas dependências e que nenhuma empresa nacional fornecia as substâncias para a multinacional.
Para provar que as vendas teriam acontecido, Cariani apresentou à PF uma troca de e-mails com Augusto Guerra, suposto diretor nacional de compras da AstraZeneca. Ele ainda afirmou que se encontrou com um representante da farmacêutica, em 2021. A PF informou ao Fantástico, nesse domingo (17), que Augusto Guerra foi um nome criado.
A Polícia Federal descobriu que quem fazia os pagamentos das notas eram pessoas diretamente ligadas a um amigo de Renato Cariani, um homem identificado como Fábio Spinola.
Ele teria criado o email falso com o nome Augusto Guerra e fez a venda da empresa Anidrol com a AstraZeneca.
Em maio desse ano, Fábio foi preso pela PF em uma operação contra uma organização criminosa que cometia tráfico de drogas usando mergulhadores para colocar droga no casco de navios.
A empresa de Renato Cariani também já foi citada por um traficante durante um depoimento em 2016.
Cariani deve prestar depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira (18).

