Gleisi recebeu, semanas atrás, lideranças religiosas que pedem vetos ao projeto de lei - o trecho que mais encontrou resistência entre religiosos trata da obrigação dos hospitais de prestarem serviço de "profilaxia da gravidez" a vítimas de estupro, o que, na visão de entidades, abriria brechas para o aborto. A profilaxia da gravidez, para o Ministério da Saúde, trata do uso da pílula do dia seguinte.
Segundo informações veiculadas no jornal "O Globo", Gleisi e Carvalho estão em "guerra" por conta do projeto; a ministra seria a favor da aprovação do projeto e Carvalho, por sua vez, defenderia vetos à proposta.
"Esse é um assunto de competência da presidenta, não há divergência entre os ministros. Estamos trabalhando com muito cuidado, sensibilidade, como sempre, ouvindo a sociedade, mas a competência e a decisão é da presidenta", disse Carvalho, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto.
A presidente Dilma Rousseff deve decidir sobre a sanção integral ou parcial do projeto ainda nesta semana.



