De acordo com Carvalho, é preciso haver uma mudança de mentalidade e ver que medidas podem ser tomadas para reverter o quadro de facilidade com que se comete violência contra o jovem de periferia. "Não há dúvida nenhuma que, no imaginário policial, mas também no imaginário da sociedade, vamos ser francos, existe um preconceito tão grande dentro da gente que esse jovem negro de periferia é automaticamente suspeito, em qualquer condição. Isso, infelizmente, está numa cultura nossa. É isso que nós temos de reverter", declarou.
"Nós descobrimos que em algumas unidades o próprio treinamento policial estimula que se analise com mais cuidado os jovens negros e, quando se fazem desenhos nos treinamentos policiais, colocam o jovem vítima como branco e o traficante, como negro", queixou-se, acrescentando que há uma cultura desse preconceito.
Carvalho disse que o governo tenta reverter este quadro com o lançamento de programas para atender à juventude das periferias. Ele lembrou que, na sexta-feira, 25, esteve no bairro onde o garoto foi assassinado, lançando um programa chamado Juventude Viva, da administração federal, em parceria com a Prefeitura da capital paulista, para o combate da cultura da violência e do preconceito. Segundo Gilberto, a administração federal quer travar um diálogo com a corporação policial para tentar mudar essa situação.

