O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, disse durante depoimento, que o ofício para realização de tratamento precoce e o envio de 120 mil comprimidos de hidroxicloroquina para o Amazonas foi elaborado pela secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro.
Chamada de 'capitã cloroquina', a secretária será ouvida na CPI nesta quinta-feira (20).
Em maio deste ano, Pinheiro disse em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) que esteve em Manaus para orientar os médicos sobre o uso do medicamento, que não tem eficácia comprovada, em 'doses seguras' no tratamento de pacientes com a doença.
“A orientação do Ministério [da Saúde] desde maio de 2019, ele disponibilizou para os médicos brasileiros, para que de acordo com autonomia que foi dada a eles pelo Conselho Federal de Medicina, e a sua autonomia de prescrever e autonomia do paciente de querer, que eles pudessem orientar medicamentos com doses seguras, como a cloroquina, hidroxicloroquina azitromicina, que naquela época só tinha um comprovação in vitro e que hoje tem mais de 250 referências mostrando o potencial efeito dessas medicações, com estudos já elevada fase de evidência de que eles podem diminuir os internamentos e os óbitos”, disse em depoimento.
Imunidade de rebanho
Pazuello também disse que não concorda com imunidade de rebanho, tese que o governador do Amazonas, Wilson Lima, apoiou e é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro que teria levado Manaus ao caos em janeiro, segundo revelou o vice-governador recentemente.



