BRASÍLIA - Oito subprocuradores-gerais da República candidatos ao cargo hoje ocupado pelo procurador-geral Rodrigo Janot estão participando nesta quinta-feira de um debate na sede da Procuradoria Geral.
Na primeira etapa das discussões, os candidatos fizeram críticas a uma resolução do Conselho Nacional do Ministério Publico que restringe a participação política de procuradores.
Para os candidatos, a regra teria sido excessiva. Eles acham que procuradores não podem estar vinculados a partidos políticos, mas têm direito a manifestar opiniões de cunho político. A liberdade de expressão é um direito constitucional de todo cidadão, inclusive de procuradores, acreditam eles.
Participam do debate os subprocuradores Mario Bonsaglia, Raquel Dodge, Ela Wiecko, Nicolao Dino, Sandra Cureau, Franklin Costa, Carlos Frederico e Eitel Santiago.
A Operação Lava-Jato, o tema mais forte da agenda publica do país, tem sido deixada em segundo plano no debate. Eitel falou da Lava-Jato de forma irônica ao explicar porque não foi eleito quando pediu licença do MPF para se candidatar a um cargo eletivo.
— Infelizmente eu não tinha um Joesley- disse Eitel numa referência ao empresário Joesley Batista, que delatou o presidente Michel Temer e ampliou a visibilidade dos investigadores.
Carlos Frederico repetiu críticas à Janot.
— A Lava-Jato funciona muito melhor em Curitiba que em Brasília — disse.
No início do debate, Raquel Dodge disse que ampliaria o número de investigadores da Lava-Jato. No decorrer das discussões, perguntou a Bonsaglia sobre vazamento de dados sigilosos de investigações como Lava-Jato.
Bonsaglia disse não se deve colocar procuradores sob suspeita de vazamento. Raquel defendeu criação de um sistema q garanta investiga o para descobrir responsáveis por vazamentos.

