Início Brasil Câmara notifica Temer sobre denúncia por corrupção passiva
Brasil

Câmara notifica Temer sobre denúncia por corrupção passiva

Envie
Câmara notifica Temer sobre denúncia por corrupção passiva
Câmara notifica Temer sobre denúncia por corrupção passiva
Envie

BRASÍLIA - O primeiro-secretário da Câmara, Fernando Giacobo (PR-PR), protocolou na tarde desta quinta-feira no Palácio do Planalto a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. O documento foi entregue para Gustavo Rocha, subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil.

— Como cidadão é uma tristeza (a entrega da denúncia), mas o país deve seguir avançando — disse Giacomo.

A Câmara recebeu na manhã de hoje a denúncia. A leitura do documento, em plenário, foi feita pela segunda-secretária da Câmara, Mariana Carvalho (PSDB-RO).

O Supremo Tribunal Federal (STF) somente analisará a acusação após autorização da Câmara.

No documento endereçado ao ministro Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência), Giacobo se mostra solidário a Temer e ao próprio ministro, investigado no âmbito da Operação Lava-Jato:

"Aproveito a oportunidade para renovar a Vossa Excelência protesto de consideração e apreço ", diz o primeiro secretário na notificação.

A notificação foi entregue ao subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil às 16h05 desta tarde. Giacobo disse que o fato de não entregar o documento nas mãos do presidente Michel Temer não prejudica a tramitação do processo:

- O recebimento pelo doutor Gustavo e não pelo presidente Temer nao traz prejuízo nenhum - disse o deputado.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje que não irá defender a posição nem do presidente Michel Temer, e nem da oposição durante o processo de votação da denúncia. Maia afirmou ainda que, caso o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente uma nova denúncia contra Temer acha muito difícil que a Câmara junte os dois processos em um só, como quer o governo. Para ele, a função de apensar denúncias seria do ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Siga-nos no

Google News