O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o bloqueio dos salários e verbas da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP). A medida cumpre determinação do ministro Alexandre de Moraes, que ordenou a suspensão dos pagamentos após a parlamentar deixar o país. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento em invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo a Câmara, o bloqueio atinge o salário bruto de R$ 46,4 mil e demais verbas de gabinete. A deputada solicitou licença não remunerada de 127 dias para tratar de assuntos pessoais, pedido aceito pela Casa em 6 de junho. A decisão ocorreu dias após a divulgação de que Zambelli havia viajado para a Itália. Nesta quinta-feira (12), o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição junto ao governo italiano.
Além do bloqueio, Motta também encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara a condenação da deputada, que inclui prisão, multa, perda do mandato e inelegibilidade. A decisão foi tomada pela Primeira Turma do STF. Apesar disso, a eventual cassação do mandato ainda deverá ser analisada pela própria Câmara dos Deputados.
Inicialmente, Motta afirmou que a Mesa Diretora declararia a perda do mandato. No entanto, após questionamentos do partido da deputada, ele recuou e informou que a decisão será levada ao plenário. O caso permanece em debate no Congresso enquanto avança o processo de extradição.



