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Brasil recupera certificado de eliminação do sarampo

Brasil recupera certificado de eliminação do sarampo
Brasil recupera certificado de eliminação do sarampo

Cinco anos após perder o certificado de eliminação do sarampo, o Brasil foi oficialmente reconhecido novamente como um país livre da doença pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O último caso registrado no país ocorreu em junho de 2022, no Amapá, e o retorno do status foi comemorado em uma cerimônia em Brasília, na presença de autoridades como o diretor da Opas, Jarbas Barbosa, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante o evento, Barbosa destacou a importância da liderança política e da mobilização para alcançar este resultado. Ele enfatizou que o apoio de lideranças engajadas, como o presidente brasileiro incentivando a vacinação, teve um impacto positivo na retomada do programa de imunização no país. Além disso, ressaltou o papel das Américas na recuperação da cobertura vacinal, que sofreu um grande declínio durante a pandemia, quando até 24% das crianças deixaram de receber vacinas.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, classificou a recertificação como uma importante conquista para o Brasil, fruto do trabalho técnico e da cooperação com a Opas e com a sociedade civil. Porém, tanto ela quanto o presidente da Câmara Técnica Nacional de Especialistas, Renato Kfouri, alertaram que a vigilância e a cobertura vacinal precisam ser mantidas em alta para evitar novos surtos.

Desde que o Brasil perdeu o status em 2019, após a circulação do vírus entre 2018 e 2022, esforços foram intensificados para aumentar a imunização. Dados mostram que, em 2023, mais de 320 mil casos de sarampo foram registrados globalmente, evidenciando a necessidade de uma vigilância contínua para manter o sarampo fora das fronteiras brasileiras.

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, celebrou a recertificação, mas alertou que, sem mobilização constante, o país corre o risco de perder o status novamente. Ela lembrou que outras doenças, como a poliomielite, também exigem maior cobertura vacinal, enfatizando que a saúde pública precisa manter a vacinação como prioridade para evitar retrocessos na erradicação de doenças.

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